sábado, 30 de março de 2013

Nasceu Caroline Filha da Milene e do Nilo

Na foto Michelle irmã de Milene, eu, Milene e Carol. 


A Milene me procurou na metade da gestação, ela estava buscando um obstetra e pediatra que atendessem o desejo dela de ter um parto com o mínimo de intervenções possíveis (logicamente que nunca dispensamos as necessárias ;) ).  Ela estava com um problema sério de ansiedade, insônia e chegou a ter algumas crises de pânico. Vários médicos indicaram medicação, mas ela não gostaria de tomar nada que pudesse prejudicar o bebê futuramente. Então sugeri que fizesse aulas de Yoga e relaxamento com a minha doula que é fisioterapeuta e professora de Yoga para gestantes, a Lorena. Já na primeira semana ela conseguiu dormir bem e nunca mais na gestação inteira teve episódios de ansiedade! Foi muito bom mesmo pra ela! Com mais ou menos 35 semanas participei do chá de bebê da Carol e pintei a barriga dela :D. 
O parto dele foi emocionante, lindo mesmo! O que dizer de uma mulher que com 10 cm de dilatação faz a pose do Guerreiro??? Durante o parto que vimos o quanto a Yoga e as técnicas de respiração ajudaram!
Ela pariu de sentada na banqueta de parto. O esposo, a mãe e a irmã participaram do parto. Todos à sua maneira foram essenciais! Meus parabéns pra essa família que apoiou incondicionalmente, independente de acreditar ou não ser a melhor opção, a Milene durante o parto! Um agradecimento especial a Débora enfermeira obstetra do Hospital Evangélico que nos ajudou muito e ao Obstetra Alessandro Galletto que mais uma vez respeitou o momento tão sagrado do nascimento.
E aqui o vídeo que eu estava devendo :)
Muito amor e muito leitinho pra Carol!!!

BjoS!!!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Nasceu Ana Luiza da Luciana e do Ricardo



Nasceu Ana Luiza de parto normal na Maternidade Municipal Lucilla Balalai. Chegamos ainda na madrugada do dia 22 e elas nasceu perto do meio-dia. Não foi tão tranquilo acompanhar desta vez, a maternidade estava muito cheia e fizeram alguns procedimentos desnecessários para uma maternidade humanizada. Mas este foi o SEGUNDO parto depois de uma cesariana indesejada e desnecessária! O que já é mais uma vitória para a Luciana! Usamos todos os recursos disponíveis, mas a maternidade estava lotada e era impossível manter o ambiente sossegado com 3 gestantes em trabalho de parto e mais uma de pós-parto pois não havia mais vagas para o pós. Fizemos o nosso melhor! :) 
Ana Luiza nasceu com 3,920 kg e 50 cm! Uma meninona! Linda! Assim que foi colocada no seio da mãe sugou como se já mamasse há muito tempo! 
O combinado era eu trocar com o pai na hora do nascimento, ele foi até uma cidade vizinha resolver uns problemas e quando me ligou para falar que estava ali ela tinha acabado de nascer, ele escutou o primeiro chorinho pelo telefone, infelizmente dificultaram bastante para trocarmos desta vez e mesmo que ele estivesse lá a tempo eu não sei se conseguiríamos!
Tudo de lindo pra Ana Luiza, pra Luciana, Ricardo e para a dupla que agora virou trio Miguel e Emanuele! 

BjoS!!!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Nasceu Gael Filho da Carolina e do Leandro



A Carol me procurou porque queria uma assistência humanizada para o parto dela. Ela e o Leandro chegaram muito bem informados. Vieram lá de Mato Grosso para ter o bebê aqui perto da família. Esperaram até o Gael dar sinais que ia nascer com quase (e dependendo das contas nem tão quase assim) 42 semanas :).
Ela entrou em trabalho de parto e tudo evoluía bem, até acontecer uma desaceleração persistente no coraçãozinho do Gael o que levou o médico a indicar uma cesariana. Gael nasceu pesando exatos 4 quilos e medindo 52 cm de muita gostosura!!! 
O que não é impedimento para um parto normal, vejam bem, quero deixar isso bem claro. A única razão da cesárea ter sido realizada foi para preservar a saúde do bebê, foi muito bem indicada! Se os batimentos cardíacos se mantivessem normais o parto teria prosseguido! Até porque a Carol estava "mandando" muito bem!
Muito amor pro Gael e pra esse casal lindo que agora é uma família maravilhosa!!!


BjoS!!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Nasceu Yuri Filho da Caroline Barbirato e do Victor Costa


Nasceu Yuri na Maternidade Municipal Lucila Balalai!
Carol me procurou já no final da gestação, depois de perceber que o médico que ela consultava estava tentando convencer ela a uma cesariana. Mudou de médico e foi para a Maternidade! Como poucas tem a coragem de fazer. Foi um prazer imenso acompanhar este casal realmente empoderado!
Yuri nasceu de 41 semanas "cravadas" depois de 45 horas de bolsa rota. Com 3,400 kg e 50 cm de pura gostosura!
Parabéns Victor por ser um marido e um pai que esteve sempre apoiando a Carol mesmo quando foi impedido de ficar perto dela.
Parabéns Carol que foi guerreira antes, durante e depois do parto!
Parabéns Yuri, só por existir e ser fofo mesmo kkk!

BjoS!!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê

Oi gente!
É muito importante sabermos nossos direitos para não acabar acontecendo coisas que não queríamos e que poderíamos evitar.
O Ministério da Saúde e a UNICEF elaboraram uma cartilha sobre os direitos das gestante e do bebê.
Vou deixar ela disponível aqui no blog em um link ao lado.
Para baixar a cartilha clique na imagem abaixo.


BjoS!!!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Por quê ter uma doula?

Muitas pessoas tem me perguntado se eu estou sabendo sobre  a proibição da entrada de doulas em duas maternidades paulistanas, onde o índice de cesarianas é altíssimo por sinal.
Sim, eu estou sabendo. Mas o que eles dizem é que na verdade não estão proibindo... estão só diminuindo o número de acompanhantes. Permitindo somente um para evitar infecção hospitalar.
A grande verdade é que não é esse o motivo. 
Muitos hospitais em países desenvolvidos permitem em um parto natural/normal a entrada de quantos acompanhantes a mulher quiser. Sendo um parto normal e não uma cirurgia o risco de infecção já é muito diminuído. Então a preocupação não deveria ser proibir as doulas que ajudam a diminuir o número de cesarianas. 
Mas eu me limito a deixar um vídeo que mostra alguns motivos para ter uma doula. 



BjoS!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sobre como chegamos aqui e pra onde queremos ir

O parto antigamente era muito diferente do que é agora. E não estou falando do fato que muitos profissionais adoram frisar que "morriam muitas mães e bebês". Estou falando do papel da mulher no seu próprio parto. Em como ele foi mudando e por quê isso aconteceu. 
Tem uma série de vídeos que estão em inglês, mas que mostram bem essa "evolução" que aconteceu com o parto. De um evento feminino onde toda a capacidade da mulher em gerar uma nova vida era exaltada à medicalização e intervenção excessiva e a desacreditação da mulher da sua capacidade de gerar uma nova vida.
O primeiro vídeo mostra imagens de partos da história antiga. Chamam a atenção as posições verticalizadas e principalmente a cabeça da gestante sempre virada para trás. Nada de peito encostando no queixo para fazer força. A gestante já nessa época era auxiliada por outras mulheres. Muitas esculturas mostram que a gestante dava a luz em posição vertical com uma mulher na frente amparando o bebê e outra mulher suportando a gestante pelas costas. 



O segundo vídeo mostra imagens de partos dos anos 1500. São imagens Europeias. O modo como as mulheres pariam é muito semelhante ao das mulheres da Idade Antiga. As mulheres eram auxiliadas por parteiras que passavam seus conhecimentos de geração a geração. A posição vertical e a assistência por parteiras era para ricos e pobres. O parto na casa da mulher reunia outras mulheres com habilidades para auxiliara parturiente durante o parto e nos dias que sucediam. Mas muito mais que isso, elas iam também para celebrar o nascimento do novo bebê.



O terceiro vídeo mostra imagens de parto dos anos 1800. Imagens feitas por antropologistas mostram ainda a mulher em posição vertical e sustentada, geralmente pelo companheiro ou algo que elas pudessem segurar. Essas imagens foram feitas de nativos americanos. Comparativamente as posições de parto adotadas pelas nativas americanas eram muito semelhantes as posições adotadas por outras mulheres em outras culturas ao redor do mundo. Até as mulheres europeias pioneiras que viviam na America geralmente davam a luz em posição vertical e eram auxiliadas por seus maridos, amigas e às vezes por um médico. Muitas vezes usavam uma cadeira para parir herança da cultura europeia. Nessa época também era comum algumas mulheres parirem deitadas, recostadas em camas. Isso as diferenciava do povo "selvagem".
Ao final ela mostra que as posturas que sempre foram usadas através dos tempos tem sido resgatadas e usadas hoje em dia.



O quarto vídeo mostra as mudanças que houveram na maneira como as mulheres davam a luz. Lá pelos anos de 1600 os homens começaram a atender os partos. E inventaram os mais diversos instrumentos para isso. Primeiro eles eram chamados somente nos casos mais difíceis. Por causa da discrição eles deveriam trabalhar sob um lençol que cobria a mulher. O fato dos médicos serem homens fez com que muita coisa mudasse na maneira como se tratavam as mulheres durante o parto que cada vez menos eram realizados em casa. As mulheres se obrigavam a deitar para terem seus bebês, mesmo em partos sem nenhuma complicação. Aos poucos a mulher virou um objeto de estudo, era manipulada, estudada e tratada como uma máquina. Pela primeira vez na história encontramos ilustrações onde não se vê a mulher inteira em trabalho de parto. Só se vê a parte genital.
Na mesma época algumas mulheres continuavam parindo com as parteiras e em posição vertical.
Naquela época não havia conhecimento sobre vantagens e desvantagens de ficar deitada ou vertical curante o trabalho de parto. Hoje sabemos que a posição deitada influencia o aporte de oxigênio para o bebê pois a barriga pressiona os principais vasos sanguíneos da mãe. E pode tornar o parto mais demorado. Além do prejuízo que tivemos quando começaram a deitar as gestantes para elas parirem, temos também um prejuízo psicológico. Se antes a mulher paria cercada de pessoas em que ela confiava, agora ela fica deitada, sozinha e passiva.
A posição de litotomia (deitada com os pés em um estribo), foi adotada como a posição padrão para o parto. Bem diferente da posição clássica que as mulheres ao redor do mundo adotavam instintivamente para terem seus filhos. A mulher toda coberta e somente sua vulva para fora dos panos estéreis faz com que um parto normal pareça um procedimento cirúrgico. A mulher muitas vezes estava inconsciente, sob o efeito de drogas anestésicas. Nesta época também se tornou comum fazer a episiotomia (corte no períneo) de rotina e se usava muito o fórceps. As mulheres eram poucos instruídas sobre o que esperar quando iam para os hospitais. O que elas tinham que fazer era simplesmente confiar no médico. As parteiras continuavam a atender famílias que tinham menos dinheiro. Foi nessa época que se reforçou que parir em casa era "coisa de pobre". Mais tarde até o parto em si acabou sendo visto assim.
Hoje em dia na Europa as parteiras fazem parte do mais moderno sistema obstétrico. Mas nos EUA as mulheres não são encorajadas a ter o acompanhamento de parteiras e o parto é cheio de intervenções desnecessárias. O Brasil infelizmente copia o modelo obstétrico americano.

No quinto vídeo vemos as consequências dessas mudanças.
Apesar de ter trazido muitos benefícios, como a cesariana ter se tornado mais segura, os hospitais modernos  e a prática obstétrica moderna trouxe com eles o abuso das intervenções e o abuso das cesarianas. O uso abusivo da anestesia peridural traz como consequência o aumento do índice de cesáreas. Enquanto o parto fica cada vez mais medicalizado as mulheres começam a lutar por mudanças. O movimento pelo Parto Natural (Humanizado) trouxe muitas melhorias para os hospitais. Reforçando a posição mais vertical para parir. Muitos hospitais tem camas que se adaptam ou cadeiras de parto para possibilitar uma posição mais vertical para a mulher. Famílias conseguiram o direito de terem acompanhantes durante o parto e muitos hospitais encorajam as mães e segurarem seus bebês logo que ele nasce para promover o vínculo e facilitar a amamentação. Parteiras tem trabalhado para ocupar o seu lugar pois são as melhores profissionais para atender partos de baixo risco tanto no hospital quanto em casa. E muitos lugares as mulheres podem contar com o auxílio de uma doula para ajuda-las emocionalmente durante o parto.
Está na hora de resgatarmos a melhor maneira que nosso corpo tem para parir.




Eu fiz um breve resumo do que se fala em cada vídeo. Ele mostra como chegamos ao parto medicalizado e cheio de intervenções desnecessárias.
E afinal, para onde queremos ir?
Queremos que as mulheres possam parir da melhor maneira possível para elas. Isso é mais saudável para as mãe se para os bebês. Nós temos tecnologia para acompanhar partos e para intervir SE preciso. Mas usar intervenções de rotina como sendo necessárias em todos os casos é um erro. E prejudica o processo do parto muito mais do que se imagina.
Temos condições hoje em dia de parir com liberdade e com muito mais segurança que nossos ancestrais.
E lutamos por isso.

BjoS!