sábado, 8 de março de 2014

Relato de Parto da Michelle - Nascimento do Benjamin

E foi assim que você chegou…!

Era madrugada de sexta para sábado quando eu notei que um líquido incolor escorria por entre minhas pernas toda vez que me levantava ou fazia força. Mas preferi pensar que não era nada demais, e assim eu enganava minha cabeça e a ansiedade não tomaria conta de mim.
No sábado pela manhã eu pedi ao meu marido que me ajudasse a lavar os tapetes da sala no quintal. Foi nessa hora que eu comentei com ele sobre o líquido que continuava a escorrer. Nessa hora tive que colocar um absorvente pra conter o “vazamento”, caso contrário eu ficaria toda ensopada em menos de 1h! Era estranho imaginar que talvez fosse a bolsa rompida, estranho porque eu pensava “Mas já??????”. Então resolvemos ligar para o GO.
- Alô, Dr, é a Michelle. Acho que minha bolsa rompeu apesar de estar vazando de pouquinho em pouquinho.
- Oi Michelle… então vai pro Hospital Evangélico (HE) fazer uma avaliação, porque eu não estou em Londrina, estou em Curitiba.
- HEIN?!
- Fique tranquila, vou ligar pro HE avisando que você tá indo pra lá.
Depois do choque (choque porque pensei “como assim que ele tá em Curitiba?????!!!!! – como se médicos não tivessem vida própria, né?) eu resolvi que só iria ao hospital depois de terminar de lavar os tapetes. É claro que eu já tinha avisado minha doula (Marília), por sms. Aliás, a doula oficial também estava viajando! Na verdade ela estava voltando de viagem, mas só chegaria a noite. Daí avisei a outra doula (Lorena) também! Afinal… como assim parir sem ninguém?!??! É muito abandono!
Fomos ao HE. Eu e meu marido armados até os dentes, afinal, eu não queria ser internada naquele hospital (eu já tinha me planejado pra ter o neném em outro hospital, Araucária). Sem falar que como estávamos sem doula e sem o GO, me senti completamente desprotegida. Ao ser encaminhada para a maternidade avisto um rosto familiar entre as enfermeiras. Na mesma hora meu coração sossegou e respirei aliviada.
Eu só disse assim pra enfermeira chefe: “Oi fulana! Eu sou Michelle, do Gesta!” E ela abriu um sorriso e depois tudo ficou mais fácil. Parecia um código, sabe? E começamos a falar a mesma lingua: parto humanizado. Ela foi extremamente gentil durante o exame e manteve meu GO – por telefone – a par de tudo o que estava acontecendo. Aquilo tudo me deixou muito mais tranquila. Resumo do exame: eu estava com bolsa rota, colo do útero amolecido, nenhuma dilatação e contrações de Braxton Hicks apenas. Fiz um ultrassom pra ver se estava perdendo líquido amniótico (negativo), e o neném estava ótimo! Ou seja, tudo perfeito pra voltar pra casa e ficar lá, de molho. E foi o que o obstetra substituto fez, me liberou.
Mortos de fome, eu e meu marido fomos almoçar no Habbib’s. Foi então que percebi que eu estava ensopada, e em todo lugar que eu sentava, eu deixava um ‘carimbo’. Foi desagradável, mas pelo menos almoçamos (esfirras e beirute), e voltamos pra casa. Tomei um banho, me troquei e fui me deitar no sofá da sala pra tirar uma soneca.
Durante a soneca eu percebi que as contrações que antes eram na parte de cima da barriga, foram para a parte de baixo, e passei a ter cólicas levemente incômodas. Fingi naturalidade e deixei o sábado rolar, mas daí pedi ao meu marido que anotasse o tempo das contrações pra gente ter noção do que estava realmente acontecendo. Ao me deitar pra dormir (umas 22h) as cólicas estavam um pouco mais fortes, porém à meia noite e meia eu acordei com uma cólica absurda! Corri para o banheiro pensando na possibilidade de evacuar e aliviar a dor. Ledo engano!!!! Ao me sentar no vaso notei que o tampão tinha saído, e agora eu tinha contrações mais intensas. O Anderson estava acordado, e lá pela 1 e pouco da manhã eu chamei ele e disse:
“Marido, o bicho tá pegando!”
Liguei para a doula e mandei uma mensagem para o celular do GO que estava em Curitiba. Me vesti e entrei no carro me concentrando nas contrações e seus intervalos refrescantes.
Chegamos no Hospital Araucária às 2 e pouco da manhã. Fomos recebidos pela Marilia e toda sua parafernália. Na recepção o ambiente era calmo e vazio (ufa!), e logo o atendente mandou trazer uma cadeira de rodas (??). A enfermeira ouviu “Obrigada, mas prefiro andar. Sacumé, ajuda pro parto!”. Não posso deixar de relatar que tanto o atendente quanto a enfermeira ficaram levemente chocados com a rejeição da cadeira de rodas e com a notícia de que era pra ser parto normal.
A enfermeira (novinha, com cara de recém formada), me examinou e disse “4cm de dilatação”. Eu e a Marilia vibramos (nessa hora meu marido estava ajeitando a papelada da internação).
Assim que tudo estava acertado fomos para o apartamento (enfermaria). O quarto era só nosso! \o/
Avisamos a enfermeira que seria parto natural. Ela ainda não estava acreditando. Eu achei o máximo a cara dela ao ver a banqueta de parto e o nosso bom humor – mesmo com contrações, dor, e afins. Logo fui sentando na banquetinha, e as contrações pareciam aumentar, mas eu deixava ela ir e vir, e fazer o papel dela: trazer meu neném.
Em certo momento as enfermeiras vieram com a maca para me levar para o centro cirúrgico. Daí começou o fuzuê!
Dissemos que eu não iria pra CC nenhum, que eu teria o neném no quarto. As enfermeiras acharam aquilo um absurdo e disseram que era contra as regras do hospital. Só sossegaram depois que informamos que isso tinha sido combinado com o GO ausente (mas que tem moral lá) e com o Pediatra, e que eu não ia sair dali!! A contra gosto elas trouxeram os equipamentos para o quarto e várias outras vezes elas reapareciam lá no quarto para averiguar o que tava rolando.
Lá no Araucária um outro obstetra me atendeu (também enviado pelo meu GO ausente). Esse médico parecia ser super gente boa, já tínhamos ouvido sobre ele. Mas nem tudo são flores, né?! Ele me examinou e disse: “4 cm só! Esse neném só vai nascer pela manhã!”. Eu pensei: “4 cm??? wtf!!!! Acho que ele errou, hein?”, mas fiquei na minha. Foi então que o simpático médico japonês puxou uma conversa nada legal:
- Eu sugiro fazer um enema (lavagem intestinal) para evitar infecção (??), e também uma analgesia. Afinal, pra que sentir dor, uh?
Eu: – Não quero fazer enema.
Marilia: – Não se faz mais enema!!!! –> neste momento o médico ignorava completamente a doula, e chegava a ser engraçado.
Anderson: – Não vai fazer a lavagem, e nem aplicar analgesia. Ela não quer!
Médico: – Ela que tem que decidir.
Eu: – Eu não quero nem um, nem outro.
Médico: – Vou deixar você pensar! (e ficou parado, na minha frente, esperando eu responder)
Eu: – Não vou responder agora, vou pensar (blefe!!!) e depois respondo. (na verdade eu queria dizer: SOME DAQUI COM SEU ENEMA E ANALGESIA!).
E então ele saiu da sala pra eu “pensar” (ha ha ha).
Nesse momento eu estava tendo contrações e sentia os puxos. Eram intensos, e como eu estava deitada na cama (o médico tinha pedido pra eu deitar pra me examinar), eu via minha barriga se mexer assustadoramente a cada contração. Certo momento tomei coragem de me levantar e pedi pra ir pro chuveiro. No começo fiquei na banqueta com a água do chuveiro batendo na lombar, mas depois preferi ficar em pé, com os quadris para trás, me apoiando na barra de ferro e no Anderson. Essa posição era ótima! Porque quando os puxos vinham, eu ficava à vontade para agachar (eu sentia vontade de agachar todas as vezes).
A sensação que eu tinha era que minha lombar ia se rasgar a qualquer momento. O Anderson e a Marilia faziam massagem na lombar e eu tentava relaxar. Teve uma hora que a dor parecia insuportável. Até pensei em pedir a analgesia tão insistida pelo médico, mas a Marilia não deixou. Ela disse “Esse é o máximo de dor que você vai sentir! Não vai passar disso!”. Ouvir isso foi um alívio…
Pouco tempo depois os puxos ficaram mais próximos, e em um deles eu tive a sensação de que a cabeça do neném estava dentro do canal vaginal. Foi num segundo puxo que a sensação ficou mais nítida. Eu estava em pé apoiada no Anderson, só nós dois no banheiro. Nessa hora eu resolvi por a mão para sentir o que estava acontecendo, porque eu tinha certeza que o neném estava coroando. E BINGO, senti a cabecinha do neném querendo sair! Chamei a Marilia e a enfermeira dizendo “- Gente! Tá coroando! O que eu faço!?”. A enfermeira estava incrédula e animada (primeiro parto natureba que ela presenciava), e se certificou que estava coroando mesmo. E foi chamar os médicos (o GO e o pediatra).
O médico pediu para que eu me deitasse na cama. Me deitei, mas eu achei que seria só pra ele me examinar, sei lá. Quando eu disse que queria ter o neném na banqueta, ele riu e disse que isso não era possível. Então eu sugeri: “E em pé, posso???”, e ouvi a mesma resposta. Nessa hora eu percebi que essas posições alternativas não estavam dentro da rotina dele, e preferi ceder (a Marilia não gostou muito, mas depois concordou comigo que isso era demais para o Dr. Enema). Ele me queria completamente deitada, e eu disse que assim não dava, tinha que ser o mais inclinada possível. Ele concordou, e nessa hora a Marilia pegou o controle da cama e foi subindo, subindo, e o médico pedindo pra parar, e ela se fez de morta e subiu um pouco mais.
Confesso que estava até engraçado ver a disputa entre o médico e nós três (acho que era quatro, porque o Pediatra é do nosso time também! Mas ele só ficava assistindo, ria, e não tomava partido).
O médico começou a mexer em pinças, tesouras e outros instrumentos cirúrgicos, e perguntei pra que aquilo tudo. Antes que ele respondesse eu disse: “Nada de episiotomia!”, e ele disse que se fosse necessário ele faria. E bati firme “Nada de episio, deixa lacerar, eu não ligo!!!”. Depois ele veio com um lero lero de que talvez fosse necessário deslocar o ombro do neném pra passar, e novamente eu retruquei “Não vai precisar de nada disso, você vai ver!”. E sempre que eu retrucava o Anderson e a Marilia faziam coro.
Nessa hora as contrações foram embora… o clima foi quebrado… mas eu queria meu neném comigo, e me concentrei. Fiz força. Pedi, por gentileza, que fechassem a porta do quarto porque eu queria gritar. E isso foi motivo de riso, e disseram: “Onde já se viu pedir licença pra gritar no parto?”
E eu gritei!
Ai como gritar é bom nessa hora! Eu sentia a cabeça do neném saindo e aquilo parecia fogo. Eu gritava: “Tá queimando!”, e dizia palavrões em inglês (segundo a Marilia). E logo ouvi o médico: “Já foi metade da cabeça. Faz mais uma força pra acabar!”. E foi assim… mais uma força e a cabeça saiu, e o corpinho escorregou pra fora. Nessa hora todo mundo parou pra olhar a genitália do neném. “É menino!” “Benjamin!”. E acabou o mistério do sexo do neném! hAUheuahuehauheuhae
Era 4:50 da manhã.
Peguei meu filho entre minhas pernas, ligados pelo cordão umbilical, e puxei para meu peito. Tão lindo, perfeitinho! Nasceu limpinho, de olhos abertos. E eu agradecia o Pediatra por ter ficado lá (ele disse que se desse 7h da manhã e nada do neném, ele teria que sair para o plantão no HU). O Anderson cortou o cordão depois que ele parou de pulsar. O Pediatra não fez nada no neném, só secou o cabelinho e enrolou em um lençol, arrumou o umbigo e deu a nota do apgar (1o).
Benjamin: 50,5 cm e 3,290 kg.
Como Deus é maravilhoso! (eu pensava)
Depois fiquei namorando o Benjamin enquanto o médico dava os pontos na laceração do períneo (foi pouca coisa).
Quando tudo acabou e toda a equipe médica saiu do quarto eu só queria duas coisas: comer e descansar.
A Marilia ficou esperando o marido dela vir busca-la, eu tomei um banho, e o Anderson ficou o tempo todo contemplando nosso neném.
Depois nós 3 ficamos lá no quarto, sozinhos, dormindo. Afinal, a madrugada foi animada lá! x:D
Alguns pontos importantes nesse dia:
1. Nós ‘catequisamos’ a enfermeira naquela noite. Mostramos pra ela que o parto normal/natural/humanizado é possível e não é um bicho de sete cabeças. Ela ficou muito animada e feliz por ter participado de todo o parto e por termos sido tão tranquilos com ela (na noite anterior uma outra gestante, que teve parto normal, quase matou a equipe médica, e ela estava traumatizada).
2. O trabalho de parto, ao todo, durou menos de 4:30. E o trabalho de parto ativo, menos de 2h.
3. A presença da doula foi fundamental!
4. A presença e participação ativa do meu marido foi maravilhosa. Sem ele seria impossível! Te amo forever!
5. Depois do parto me senti a mulher mais mulher desse mundo! x:)))))
6. O médico errou, o neném não nasceu depois do sol! o/

Michelle.

Relato de Parto da Carolina Barbirato - Nascimento do Yuri

O MEU PARTO FOI ASSIM..


...40 semanas e 6 dias.. Era sábado pela manhã quando fui acordada pelo líquido da bolsa molhando minha calcinha...

Calmamente acordei o Victor e disse que achava que a bolsa tinha rompido, ele acordou num pequeno pulo e os olhos arregalados. Levantei, fui ao banheiro trocar a calcinha e colocar um absorvente. Lembro de dizer para o Victor.. “E aí, tá preparado pra ser pai?”...

Liguei para a minha doula e para o meu obstetra D. Galletto que me orientou a ir para a Maternidade fazer uma avaliação. Como não estava sentindo absolutamente nada e o líquido que saía era pouco tomei um banho, me troquei calmamente e resolvi ligar para a minha mãe. Estava meio relutante em avisá-la pois sabia que ela ia ficar nervosa, mas enfim, resolvi avisar mesmo assim. Ela tentou segurar a onda mas acabou começando a chorar no telefone e eu, a grávida com a bolsa rompida, tive que pedir pra ela ficar calma.

Cheguei na Maternidade por volta das 11:30 da manhã e constataram que estava mesmo com Bolsa Rota, a médica queria me internar mas eu disse que iria para a minha casa esperar pelo Trabalho de Parto e mesmo contra a vontade dela fui embora. Antes de sair ela me disse: “Se dentro de 18h você não ganhar esse bebê você tem que voltar para tomar antibiótico pois o risco de infecção aumenta muito”... maldita hora que ela disse isso!!!

Saímos da Maternidade e fomos almoçar, no caminho atualizei minha doula e minha mãe que estava voltando para casa. Liguei para as amigas mais próximas Gabi e Mari avisando que o Yuri resolveu finalmente nascer. Depois de sairmos do restaurante ainda passei no mercado para comprar algumas coisinhas e finalmente fui pra casa.

Quando saí do carro uma boa quantidade de líquido escorria pelas minhas pernas, subi rápido pro apartamento e me enfiei no chuveiro. Minha mãe e minha irmã estavam em casa, pois eu havia pedido que minha mãe desse um jeitinho no ap pra chegada do Yuri. Nesse momento eu nem imaginava que nada do que eu havia planejado iria acontecer...

Descansei um pouco durante a tarde, ansiosa por uma contração, uma dorzinha... qualquer coisa. Passamos o sábado inteiro e nada acontecia, fiquei fazendo alguns exercícios na bola, subi e desci as escadas do meu prédio inteiro umas 3 vezes, tomei o chá da doula, andei de um lado para o outro... fiz de um tudo mas, além do líquido, nada indicava que o Yuri queria mesmo nascer. Durante a noite comecei a ficar mais nervosa e a frase da médica não saía da minha cabeça “18h horas de bolsa rota e você tem que voltar”... putz.. o tempo ia passando, passando, passando.. e NADA...

Pra ajudar o meu querido marido teve um surto de sono e capotou, nada conseguia acordá-lo... Fiquei “de cara” me perguntando como ele conseguia dormir naquela situação!! Durante a madrugada fiquei conversando com a minha doula pelo face e tentando em vão dormir um pouco.  Minhas 18h acabavam as 03:30... e por volta das 03:00 uma tempestade daquelas começou a cair, um vento absurdo e falta de energia. Resolvemos começar a nos arrumar, pegar as bolsas e toda a tralha pra irmos pra Maternidade...

Esperamos a chuva passar e fomos para a Maternidade. Como eu imaginava tive que ficar internada para tomar o antibiótico. Começava ali o início de um dia exaustivo e de muita tensão.

As más notícias começaram logo que fui internada. A enfermeira chefe de plantão proibiu a entrada da minha doula. Disse que se o pai saísse não poderia mais entrar. Ia por água abaixo, pelo menos por enquanto, a nossa ideia de revezamento marido-doula e se iniciava a minha primeira crise de choro.

Depois disso um médico muito “simpático” veio me examinar e disse com todas as letras que eu provavelmente iria para uma cesária pois estava com o colo do útero totalmente desfavorável e com 1cm de dilatação. Respondi com toda autoridade que não iria para cesárea nenhuma e que iria esperar. Assim que ele virou as costas, minha autoridade deu lugar a minha insegurança e iniciei a minha segunda crise de choro.

Falava com a minha doula pelo telefone e estávamos ansiosas para que o plantão da enfermeira-chefe malvada acabasse para tentarmos uma conversa amigável com a próxima.

As horas iam passando devagar... o cenário não era dos mais agradáveis...

Junto comigo no quarto-enfermaria tinham mais 2 meninas. Uma  delas estava totalmente descompensada de dor e gritava muito... quando eu digo muito é muito mesmo. Ela chorava, pedia socorro, dizia que estava morrendo, que o bebê dela estava morrendo, pedia “pelamordedeus” que aquilo acabasse, enfim, tava desesperada. A outra garota chorava um pouco durante as contrações e brigava com todo mundo porque ela tinha que ir para uma cesárea, mesmo sem nenhuma indicação de que aquilo fosse necessário.
Bem, e eu... Eu estava sem sentir absolutamente NADA... nem uma dorzinha, morrendo de inveja das duas meninas e me perguntando porque elas não estavam felizes por estar em trabalho de parto.

As horas iam se passando, tive mais umas crises de choro e insegurança... me via cada vez mais longe do  parto normal, e cada vez mais perto do centro cirúrgico. O meu parto humanizado e tão sonhado, com o passar do tempo, estava cada vez mais longe.
Durante todo esse tempo eu só não fiquei de ponta cabeça porque isso não ajudaria em nada, mas de resto eu tentei de tudo... Andava pelos corredores, fazia exercícios na bola, ficava no cavalinho, fazia a técnica do rebozo... e NADA...

As 16h do domingo decidimos em conjunto (eu, marido, doula, médica, enfermeira obstetra) que era necessário fazer alguma coisa para ativar o trabalho de parto e foi então que tudo começou a mudar. Nesse momento eu vi que as vezes as intervenções médicas são necessárias, e o quanto foi bom eu ter me informado durante a minha gravidez. Decidimos colocar o comprimido de misoprostol no colo do útero para ver se as contrações e o trabalho de parto se iniciavam logo de uma vez!!!

Nesse meio tempo meu marido foi dispensado, minha doula entrou em ação, conseguimos um quarto só nosso e tudo começou a fluir...

As 20h eu sentia a primeira dor do meu trabalho de parto. Não conseguia tirar o sorriso de satisfação do rosto, finalmente estava começando a acontecer, eu iria conseguir, tudo daria certo.

Liguei toda feliz para o meu marido e para minha mãe... Eu sabia que agora era só uma questão de tempo e eu teria meu filhos nos braços!!!

Mal sabia eu o que ainda estava por vir!! Mas vamos por partes...hauhauhauha

Estava tudo correndo as mil maravilhas, estávamos felizes eu e a doula. Andávamos pelos corredores, tentava ficar o mais ativa possível e logo as contrações começaram a vir mais fortes e em espaços menores de tempo.  Volta e meia aparecia alguém para ouvir o coração do Yuri, medir minha pressão e verificar se tudo estava bem.

Curtia cada contração, respirava fundo e me deixava levar pela dor, sentia as mãos carinhosas da Marília nas minhas costas e isso era muito reconfortante.

Por volta mais ou menos da 01:30 de segunda-feira o bicho começou a pegar. As contrações estavam bem fortes, tão fortes que eu achei que o Yuri já estava nascendo e pedi pra Marília ligar para o Victor. Fiz o coitado sair de casa e ficar na porta da Maternidade... ele iria esperar ainda por um bom tempo!!!

Daí pra frente eu não lembro direito o que aconteceu... Eu perdi totalmente a noção de tempo e espaço. Entrei de corpo e alma na Partolândia. Lembro de falar pra Marília.. “onde eu tô?”... ficava meio sonhando e meio acordada. Pensava muito no Victor, queria muito que ele estivesse ali também. Lembro de ter ligado pra ele, mas não lembro o que eu disse, acho que só queria escutar sua voz, queria que ele dissesse que tudo daria certo.

Doía muito, muito mesmo... E eu comecei a choramingar, nos momentos de quase lucidez dizia pra Marília que queria ir embora, queria ir pra casa, que não ia aguentar, que estava doendo muito... Ela calmamente me dizia que estava acabando, que eu ia aguentar sim, era isso que eu queria e eu não ia desistir. No fundo... bem no fundo do meu subconsciente eu sabia que ela tinha razão... mas eu tava com muita dor pra chegar até tão fundo.. e continuava choramingando.

Não sei exatamente quando e como eu fui parar deitada na cama para um “bendito” médico fazer um exame de toque bem no meio de uma contração. Ele ainda disse que não era pra eu gritar, nem socar a parede (como eu havia feito enquanto ele estava com o dedo LÁ durante a contração), que era aquela dor que iria trazer o bebê e que eu tinha que relaxar!!

Nesse momento eu lembro de ter pensado em duas opções: 

- A primeira era chutar a cara dele, e eu estava bem posicionada pra acertá-lo em cheio, e mandá-lo tomar naquele lugar.

- A segunda era fazer o que ele queria pra ver se ele saía logo da sala e, principalmente, se ele tirava a mão de dentro de mim.

Bem, o meu bom senso me fez optar pela segunda opção. O médico “de”sumanizado  ainda ficou com a mão LÁ por mais uma contração pra confirmar se eu era uma boa menina e não ia fazer mais escândalo. Eu aguentei firme por mais uma vez e fiz exatamente o que ele pediu.

O excelentíssimo disse que eu estava com 5 pra 6 cm de dilatação. Mas eu, a doula e a residente que já havia me examinado antes sabíamos que ele estava errado. O Yuri já estava quase lá!!!

Pouco tempo depois eu comecei a sentir vontade de fazer força. Pedi permissão para minha doula que disse.. “Tá com vontade de fazer força? Então faz!!!”

Depois do maldito exame de toque eu não conseguia levantar de jeito nenhum da maca. Vinha uma contração atrás da outra.. e a vontade de fazer força só aumentava. Eu queria muito me levantar, sabia que aquela posição só ia desfavorecer a descida do Yuri, e que ia ser pior pra mim também. Mas depois de algumas tentativas frustadas acabei ficando deitada mesmo.

A cada contração eu segurava uma das pernas e a Marília segurava a outra e eu fazia força e gritava. Mas não estava dando muito certo. A posição deitada não me deixava fazer a força do jeito certo, eu tava fazendo a força com a garganta e não com o abdômen. Era muito grito pra pouca eficiência.

Depois de mais um tempo a médica do comprimidinho milagroso apareceu pra me examinar e disse que daqui uns 20 minutos voltava para me levar para a mesa de parto. Hein?? Mesa de parto?? A famosa mesa deitada com as pernas para o ar??? Nós ainda tentamos dizer pra ela que queríamos a outra mesa que tem lá na Maternidade que é melhor para posições  verticais, mas ela falou de uma tal manobra de ombro do bebê e blábláblá...

Quando ela virou as costas já estava decidido por mim e pela Marília sem termos que trocar nenhuma palavra. Eu teria o Yuri ali mesmo, não sairia daquela maca por nada no mundo. A Marília fechou a porta, e teve a brilhante ideia de erguer o encosto da cama. Já que eu não conseguia levantar a gente teve que improvisar.

Na posição mais sentada eu comecei a fazer a força do jeito certo  e agora não doía mais. A cada contração eu respirava fundo, segurava a barra de ferro da cabeceira com as duas mãos, fazia força no abdômen e não gritava. Eu sabia que se quisesse ter me filho em paz teria que me esforçar e ser mais rápida.

Depois de pouco tempo ouvi a Marília dizer: “Está coroando, você quer sentir a cabecinha dele?”... No primeiro momento eu exitei, não queria perder o foco das contrações, mas depois eu coloquei a mão e senti os cabelinhos do Yuri. Aquilo me deu um novo fôlego, estava acabando.. estava acabando.. estava acabando...

Nesse momento eu comecei a chamar pelo Victor, não queria que o Yuri nascesse sem a presença do pai. Eu sabia que a Marília queria me proteger ali no quarto, mas sabia também que ela iria me respeitar e chamar o Victor na hora que o Yuri estivesse nascendo.

Me lembro de vê-la saindo pela porta, pouco tempo depois apareceu uma residente de olhos arregalados (ela nunca tinha feito um parto antes) e a Marília dizendo pra ela ficar ali comigo.

Aqui preciso fazer uma pausa pra explicar o que estava acontecendo...

Por obra de Deus e de Nossa Senhora que eu chamei por tantas  e tantas vezes, todas as 4 grávidas internadas estavam dando a luz ao mesmo tempo que eu. Por esse motivo que a médica que iria voltar dentro de 20 minutos não apareceu mais. A equipe toda corria de um lado para o outro pra atender as meninas e como eu tava ali bem quietinha e com a porta fechada fui “esquecida”. Era tudo que eu precisava!!!

Bem.. voltemos ao quarto e ao nascimento do Yuri!!!

A residente de olhos arregalados se posicionou pra receber o Yuri. Ao avistar um médico passando pelo corredor ela tentou chamá-lo mas eu a impedi dizendo que não queria médico nenhum! Ela disse em meio a um sorriso “Você é louca”... eu segurei no braço dela e com os olhos disse que nós faríamos aquilo juntas. Ela entendeu e não falou e nem chamou mais ninguém.

Depois disso só me lembro de ver o Victor entrando pela porta, as luzes sendo acesas sei lá por quem. O Vitor se posicionando ao meu lado e sentir sua mão no meu ombro. Pronto! Agora nosso filho poderia nascer.

Fiz uma força... metade da cabeça...

Mais uma força... cabeça inteira...

Mais uma super força...Yuri

Parir descabela a gente! E emociona...!!!
Abri os olhos e vi meu filho todo melecadinho ali na cama entre as minhas pernas. Não consigo explicar o que senti naquele momento. É como se meu coração tivesse parado. Aquela frase super clichê: “A partir daquele momento o meu coração começava a bater fora do meu peito” descreve mais ou menos o que eu senti.

40 semanas e 7 dias de espera, 3 meses de muitos enjoos, barriga crescendo, noites mal dormidas por causa da barriga, curiosidade, preparação, ansiedade, espera... dores... e finalmente meu filho chegava ao mundo.

Ele era lindo, perfeito. Yuri nasceu de olhos abertos para o mundo. E logo seus olhinhos encontraram os meus. Depois de terem cortado seu cordão (contra a minha vontade, que pedia para colocá-lo logo nos meus braços) eu pude sentir aquele corpinho quente e aquele cheirinho de vida. Eu ainda me lembro do cheiro do meu filho quando nasceu!!!

Abraçada com ele eu olhei pro Victor e pude sentir também a sua emoção. Era o nosso filho, fruto do nosso amor, da nossa história, das nossas escolhas...

E a partir dali seríamos nós três.. a minha FAMÍLIA!!
NÓS...

YURI.. NOSSO PRÍNCIPE!!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Nasceu Estela da Priscila e do Alexandre


A Priscila e o Alexandre nos procuraram porque queriam viver uma experiência de nascimento diferente da que tiveram no nascimento da primeira filha. E não só por ser uma cesariana. No momento do parto, por uma confusão burocrática, o Alexandre não conseguiu ficar perto da Priscila para receber a Isabel. Desta vez não queriam perder os primeiros momentos juntos.
E foi assim que aconteceu. Estela chegou em um parto restaurador. Sem separação, com muito amor! Lorena e Rosana que acompanharam o parto.

Parabéns!!! Muito amor pra família e muito leitinho pra Estelinha!!! 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Documentário - Parto Humanizado

A doula Marilia Mercer e o pai Wiliam de Oliveira participaram deste documentário produzido por alunos de Jornalismo da UEL.

Confiram!




Até mais!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Relato de Parto da Karina - Nascimento da Anna Carolina

Londrina, 15 de junho de 2012


João 16:21 “A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um ser no mundo.”

Obrigada, Senhor, por eu ter conseguido meu tão sonhado VBAC (parto normal depois de uma cesárea), quando peguei a Carol pela primeira vez em meus braços, só vinha a minha mente Efésios 3.20:  “ O Senhor é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos.” Deus é fiel!!!!
Esse parto começou desde que eu tive a Bia, de uma cesárea ou melhor desneCESÁREA em maio de 2007. Eu queria ter parido a Bia, mas no final da gravidez vieram as enganações: “o cordão está enrolado no pescoço, só vamos esperar até 38 ou 39 semanas, o líquido amniótico está diminuído, a placenta envelheceu.” E acabei entrando na faca por falta de informações. A cesárea não dói na hora, mas depois... o pesadelo começou quando cheguei em casa com a Bia nos meus braços, com uma bebê sonolenta (embebida em anestésico com toda certeza), eu desanimada, cansada, acabada, cortada, super medicada (antiflamatório, remédio para gases e antitérmico), depois de um tempo, eu só pensava: Meu Deus, não pode ser assim a melhor forma de um bebê nascer, não precisa ser assim... e fui resgatar, como fera ferida, a parte do meu parto que me tinha sido roubada!
Comecei a procurar na internet saber sobre parto normal, foi quando comecei a ler sobre parto humanizado e isso foi formando meus conceitos e desejos: aquele era o jeito certo de trazer um filho ao mundo, com respeito à mulher e ao bebê, onde a mulher é a protagonista do seu parto.
Nessa época mudei para Londrina e conheci a Edi, que mesmo tendo pouco contato, tenho um enorme carinho, ela teve a Luiza de parto humanizado com o dr. Alessandro Galleto, foi lindo o relato dela, eu chorava ao ler, era aquilo que eu queria para mim! Ela me apresentou a doula Pata, conversei algumas vezes com ela, ela me indicou sites e grupos de apoio e eu corri atrás do que eu queria 5 anos antes de ter a Carol. Dessa busca indiretamente nasceu aqui em Londrina o Gesta, apoiando as grávidas que querem parir dignamente, pois eu apresentei a Pata, coordenadora do GestaMaringá, a minha doula Marilia, que hoje coordena o GestaLondrina.
Meu parto começou no dia 11 de junho, o que chamamos de pródromos, que é um preparo do corpo para o parto: estávamos na reunião de oração do JUNHORANDO e quando terminou fui pegar a Bia na salinha das crianças e a tia perguntou para quando era o bebê e eu disse, acho que para hoje, porque minha bolsa acabou de romper. Ela ficou toda nervosa, oferecendo ajuda e eu a despreocupei, dizendo que estava tudo bem. Na verdade nessa hora, eu comecei a pensar no que ia fazer, já que meu médico só chegaria na sexta e eu não queria cair numa cesária de jeito nenhum. Pensei em ir para a maternidade Municipal para ter chances de parir. Ao chegar em casa, liguei para minha doula que mandou uma mensagem para uma enfermeira obstetriz do GestaLondrina (grupo de gestantes a favor do Parto Normal), a Telminha, e se enganou e mandou uma mensagem para a secretária do meu obstetra, a mulher ficou doida, dizendo que eu tinha de ligar para ela, para ela dar as coordenadas do que fazer, que um parto é uma coisa complicada, é delicado... coitada!
Naquela noite começaram as primeiras contrações, bem fraquinhas e sem ritmo. Amanheceu e nada de contrações. Decidi fazer uma cardiotoco que eu tinha o pedido comigo, estava tudo bem com a Carol. À tarde o médico que o doutor Galleto deixou no lugar dele quis me ver, fui ao consultório e ele disse que a bolsa não tinha rompido, que meu útero ainda estava alto e que eu podia ficar tranquila. Ainda me elogiou dizendo eu ser corajosa por querer um parto normal e que segundo a análise dele eu poderia parir sim. Toda noite vinham as contrações fraquinhas e sem ritimos, eu sabia que estava perto, mas conversava com a Carol para ela esperar até sexta... graças a Deus tudo deu certo! Quinta foi um dia agitado, foi quando terminei de fazer as lembrancinhas da chegada da Carol, comprei um roupão de flanela bem quentinho para usar na maternidade, umas touquinhas para a Carol, meias e cacharrel de lã para a Bia, fui à pediatra que iria assistir ao nascimento da Carol e quando foi 3 horas da manhã as contrações começaram, sem ritimo, mas fortes, quando foi 5 da manhã elas vieram regulares e de 5 em 5 minutos. Liguei para minha doula e amiga Marilia e disse que queria ir ao hospital porque “o bicho estava pegando”. Eu tentei sentar na bola durante as contrações fortes, mas doía mais ainda... cheguei no hospital com 7 de dilatação e fui para 9 rapidinho... mas aí as coisas ficaram mais lentas. Dilatava mais um pouco, a Carol descia mais, mas eu não sentia aquela vontade de fazer força para o bebê nascer.
Definitivamente hospital não é o lugar de um bebê saudável nascer! Eu ia andar no corredor durante o trabalho de parto e as pessoas achavam que eu estava passando mal, perguntavam se eu queria ajuda, que chamasse socorro, aquilo me irritava muito, porque eu estava em um momento meu, introspectivo, eu estava vivendo uma experiência maravilhosa, sonhada, estar em trabalho de parto te coloca em outra dimensão, uma coisa meio doida, mas as pessoas falando e oferecendo ajuda me tiravam do clima de “partolandia”. Decidi ir para o quarto, fiquei no chuveiro, sentada na escadinha para subir na cama (poxa, podia ter uma banquetinha, né? Investimento tão alto para o hospital...), era uma delícia ficar ali. A todo momento a Marilia estava ao meu lado, fazendo massagem, jogando óleos no box, me oferecendo alimentos, e tentando conter o entra e sai de enfermeiras e funcionárias do hospital que cortavam o meu clima de parto natural. Aceitei a ocitocina para tentar acelerar o trabalho de parto, mas a evolução foi pouca. Tentei parir na poltrona, tentei parir na cama, não tinha posição, não tinha apoio (poxa, uma barra de ferro também deve ser um investimento muito alto para o hospital...) Eu não ia conseguir? Veio dúvida nessa hora. Foi quando o dr. Galleto disse que eu ia para o centro cirúrgico, pois o período expulsivo estava muito longo: fui desesperada, chorando e achando que ia ser anestesiada, cortada e que a Carol seria puxada com fórceps, achei que ia ter um parto normal Frank (desrespeitoso) ... quando cheguei no centro cirúrgico falei para o doutor dar logo a anestesia e me cortar, e ele perguntou o que eu estava falando, que não ia ter nada disso, que ele só ia me deixar em uma posição melhor para eu conseguir parir. Pedi para as enfermeiras deixarem minha doula entrar, ela também sonhou comigo esse parto. Eu acho que as enfermeiras estavam tão na torcida de tudo dar certo, que se eu pedisse para entrar qualquer pessoa, elas deixariam, elas acompanharam todas as 12 horas de trabalho de parto e creio que torceram pelo parto normal acontecer, coisa rara, uma vez que 95% dos nascimentos são cesáreas. Coloquei meu pé naqueles estribos e quando segurei na barra de ferro a Carol veio na terceira contração! Que alegria, que orgulho, que garra, eu consegui meu VBAC, coisa rara nesse mundo medicalista, cesarista, desrespeitoso com a escolha da mulher... toda mulher merecia um parto digno, segundo sua escolhas. Me lembrei de algumas pessoas que tiveram parto normal totalmente desrespeitoso, totalmente brutal, que foram rasgadas, mal costuradas, que foram “punidas”. Me lembrei das amigas que queriam um parto normal e que foram enganadas pela conversa do médico que não espera o tempo do bebê nascer, e dão mil desculpas para levar para a faca. Me senti privilegiada por ter um parto respeitado.
A Carol chegou calma, veio direto para meus braços, eu lembro de fazer uma oração de louvor, agradecendo a Deus sua fidelidade, seu imenso amor, foi muito emocionante: a Carol veio direto para meus braços, mamou, tudo na paz, sem sem intervenções (aspiração e coisa do gênero). A dor faz parte, doeu sim, nem tanto quanto imaginei, mas passou no momento em que peguei a Carol no colo. Eu usei a dor como aliada e não como inimiga, eu sabia que ia doer e sabia que ia passar, e eu precisava passar por isso para dar o melhor para a Carol. Depois tudo passou, eu estava lúcida, feliz, orgulhosa de ter conseguido... valeu! Depois do meu parto tomei uma banho gostoso, fui ver minha filha, comi, curti a vitória do meu parto com meu marido, vi a Bia que me deu uma enorme alegria e lembrança do que vivi no parto dela e do que estava vivendo naquele dia, foi maravilhoso!!!
Achei legal meu marido dizer que não se assustou ao ver a cabecinha da Carol coroando, achei legal a Bia comemorar que a Carol nasceu da perereca, minha família abraçou meu sonho.
Primeiramente agradeço a Deus, de quem sou totalmente dependente, que é fiel sempre! Ao meu marido que me apoiou em tudo que precisei, respeitou minhas decisões e escolhas, que sonhou comigo o desejo desse parto. À Bia, minha filha, que me inseriu no mundo mais maravilhoso que pode existir, a maternidade; ela é meu tesouro, meu amor, minha companheira; à minha mãe, que e orou por mim durante toda gravidez; à minha irmã Bruna, curiosa em relação ao meu parto, sempre admirando a escolha e torcendo por mim; ao grupo de oração Ore+, que esteve em oração durante meu trabalho de parto; a minha doula Marilia, que esteve junto o tempo todo, era minha voz nas contrações e momentos em que eu queria silêncio, doula é essencial, valeu cada centavo; ao dr. Galleto que me respeitou como mulher, como ser humano, que não roubou meu protagonismo; a dr. Rosana que assistiu à Carol e não fez intervenções desnecessárias; a todos os amigos e família que participaram da minha gravidez, do meu sonho... eu amo ser mãe, eu amo parir... eu quero mais!!! Mulher saudável, com bebê saudável, pode parir em qualquer lugar, só precisa de Deus e mais nada, Deus é perfeito!
Karina Abs Brandão, de alma lavada!!!
Mãe da Bia, 5 anos, nascida de desneCESÁREA eletiva e da Carol, RN, nascida de um lindo VBAC.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Nasceu Davi da Veronica e do Erick


Davi nasceu de um parto muito tranquilo que foi acompanhado pela doula Lua Beltrame na Maternidade Municipal Lucila Balalai. Apesar de todas as limitações Veronica conseguiu se concentrar, lidar com a dor e ter uma experiência incrível com a ajuda da Lua e da obstetra que estava de plantão.
Parabéns Veronica! Muito amor e muito leite!

Até mais!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Nasceu Bento da Raquel e do Valdir


Bento veio em um parto bem rápido e em local improvisado (novamente por falta de leitos) mas que nem por isso tirou a natureza bela do momento!
Quem acompanhou o parto foi a doula Lorena Mussi.
Parabéns à família! Muito amor a vocês!
Em breve relato que a Raquel já escreveu!

Até mais!